1 post tagged “terra sem nome”
Não sei exatamente se vou usar esse espaço para algo construtivo.. rs
Mas me pareceu um ótimo espaço para um blog.
O primeiro post ficará vago para aqueles que nunca souberam o que é, ou veio a ser a Terra Sem-Nome. ]
Porém aqueles poucos Vanires, que como eu, lembra-se do que foi escrito na história Terra Sem-Nome, espero ser uma leitura agradável e tão nostálgica como foi apra mim.
Então dedico esse suspiro poético à memória de nossa história. Pois até hoje não há quem me faça crer que ela nasceu de mim. Seja quem me sorpou aquela história no ouvido, obrigada.
- Ode a Terra-Sem Nome.
E eu me perdia nos reluzentes potos de luz, que o sol altivo, fazia tilintar no verde da árvore florida do outro lado da rua. Eu, em meu infinito ócio "trabalhador" de todas as tardes da semana, pendia minha cabeça apoiada com o queixo na palma da mão, com as pernas cruzadas, sentada na cadeira de plástico, talvez a mais anatômica que eu já conhecera. O dia estava "bonito" como dizem. Além da brisa que balançava a árvore, na frente da grande porta de vidro dupla da loja que trabalhava, ainda tinha aquele clima de primavera tardia, que enchia tudo com um pouquinho de cor a mais. Coisa que eu sorria divertida ao lembrar, que um conhecido meu odiava: cores da primavera. Cores sempre foram o sinônimo de vida, esse colorido que parecia soltar um odor de felicidade. Lembro-me, que ele admirava isso, mas ao mesmo tempo o incomodava. Lembro-me várias vezes de em conversas nossas, ele dizendo estar esperançosamente esperando o beijo da delicada morena de pele de neve tirar-lhe da Vida, que era a outra dama de pele branca, porém loira como o sol. Essas nossas metáforas quanto a Vida e a Morte, as moças dos sentimentos, como a Esperança, a ruivinha sapeca e perigosa, me divertiam muito. Nostálgica, fiquei ali, com a mão sustentando o rosto, pensando nessas que muitas vezes foram ótimas inspirações para contos e poesias.
E não demorei a lembrar-me com carinho e igual pesar, da história das histórias, da obra-prima, que não sei onde nasceu. Calisto me deu o ar de sua graça... E isso foi uma vez, não mais que isso, em toda minha vida.
Pois uma vez em terras desconhecidas, extramente "conhecidas", lembrei-me de toda a felicidade e desespero que um dia passamos. Da casa de madeira rústica, das crianças brincando na rua, do rosto familiar na colina, do caminho dos elfos, da dama do castelo, da prisão... Lembro-me de um todo, de um tudo, de tudo um pouco daquilo. Da minha história sem fim, da minha Terra Sem-Nome, do passado que se perdeu nas páginas amareladas, que quem viu, guarda na memória até hoje... Ou não. Sinto a mão trêmula ao lembrar desse enorme conto de vida real-fantasia, que nunca teve o seu ponto final, que em algum lugar na jornada se perdeu. E o fogo da inspiração que se elevou naquele dia, se foi, e continuou queimando sem mim. Sem nome, sem fim.
Me pego perdida ainda nos pontos reluzentes de luz que o sol teima a tilintar no verde daquela árvore a frente, onde, antes, muito antes, aquele rosto familiar me disse "Olá"...
Saudades, nossa Terra-Sem nome.
Que descanses em paz nas páginas amareladas de nossas lembranças, no nosso mundo das Histórias Sem-Fim.
Enfim.
"(...)Enquanto as cortinas da janela, voltam a balançar."